Venho
através desta informar algumas irregularidades absurdas
que ocorrem no dia-a-dia do sistema prisional.
Vejo que não é um lugar digno de uma pessoa
se regenerar. Aqui preso tem que comprar material hidráulico
para poder ter água para banho e até lâmpada
temos que comprar.
Além disso, temos em mente que muitos pagam cadeia
além do prazo determinado e ficam vários meses,
até anos para ser julgado e sem nenhuma assistência.
Se não há assistência judicial não
há também assistência dentária.
Eles dizem que não tem como levar o preso ao dentista.
No mais, tem pessoas que convivem no mesmo local com doenças
transmissíveis como tuberculose, hepatite e não
temos nenhum direito de exame, pois se formos de classe
baixa (902) significa que não tem como pagar. Vivemos
no local com capacidade máxima de 35 pessoas e, no
entanto passa de 95 para cima. Hoje, dia 17-10-2008, temos
102 presos.
Peço às autoridades que revejam alguns desses
conceitos. Todo ser humano merece alimento digno e saúde.
Este é o apelo de um detento que espera um mundo
melhor, uma dignidade como ser humano.
Givaldo
Silveira Coelho de Abreu
Tenho
epilepsia, suplico minha transferência para Mogi da Cruzes,
onde se encontra minha família e facilitaria o meu tratamento
Venho
através destas pequenas linhas comunicar para Vossa Excelência
que estou condenado nesta Comarca há dois anos e oito meses
no regime aberto. Já estou pagando 4 anos. Venho lhe suplicar
a minha transferência para a Comarca de Mogi da Cruzes -
SP - onde se encontram os meus familiares, devido a minha
doença que é a Epilepsia, pois lá facilitaria os meus medicamentos
e o meu tratamento. Aqui fica tudo muito difícil para mim.
Aqui deixo o meu apelo e espero obter uma resposta que possa
me ajudar. De qualquer forma agradeço pela atenção.
Alice
Paula de Azevedo
Esperamos
uma resposta da justiça, porque já pagamos a nossa pena
e temos filhos menores que dependem de nós
Venho fazer um apelo às autoridades desta Comarca. Eu, Alice
Paula de Azevedo e Rubia Savia dos Santos vimos
expor a nossa situação. Somos de Juiz de Fora e fomos condenadas
a 2 anos no regime semi-aberto, no artigo 155. Já estamos
pagando 7 meses de pena sem resposta nenhuma da justiça,
não temos assistência de família e esperamos uma resposta
da justiça, porque já pagamos a nossa pena e temos filhos
menores que dependem de nós. Pedimos ao Senhor Juiz e à
sociedade mais uma oportunidade para começar uma nova vida.
Desde já agradecemos a Irmã Beth. Aguardamos uma resposta
ansiosamente.
Fonte:
Jornal
Recomeço 149 - Novembro de 2008