A
Comissão de Direitos Humanos e o ex-delegado
regional do Trabalho, Carlos Calazans, pediram
ontem ao presidente da Assembléia Legislativa
(ALMG), Alberto Pinto Coelho (PP), a cassação
da Medalha de Honra ao Mérito entregue
anteontem ao prefeito de Unaí, Antério
Mânica (PSDB). Durante o pedido, Calazans
devolveu a sua medalha e o diploma que tinha
recebido em 2005 por combater o trabalho escravo
em Minas Gerais. Mânica é acusado
de mandar assassinar, juntamente com o irmão
Norberto Mânica, em 2004, três
fiscais do Ministério do Trabalho e
o motorista da equipe que fiscalizava fazendas
da região, inclusive a suspeita de
trabalho escravo nas fazendas de feijão
de Mânica.
Segundo
Calazans, Antério não deveria
ser condecorado. "Não posso continuar
com a mesma medalha de um assassino. Estamos
todos indignado com essa homenagem".
Segundo o deputado Durval Angelo (PT), a concessão
de uma medalha de mérito é muito
importante e deve ser bem analisada antes
de sua entrega. "Dar uma medalha dessas
a um mandante de assassinato de servidores
públicos é uma humilhação
muito grande para o Estado", disse.
Julgamento
Trâmite.
O processo sobre o julgamento dos irmãos
Mânica está parado no STJ. Na
próxima semana, Calazans disse que
irá ao Ministério Público
com a família das vítimas pedir
agilidade no julgamento.
Publicado em: Jornal
O Tempo - 26/11/2008
Leia notícia no site
da Assembléia